FALANDO UM POUCO DO EVANGELHO
Tema: Falando um pouco do Evangelho
Se fizéssemos uma pesquisa, sobre o que seria o Evangelho, teríamos diversas respostas, pois para alguns, o Evangelho é um monte de palavras sem sentido. Para outros, são histórias interessantes. E para outros, um tipo de literatura qualquer. Há quem ache o Evangelho, fanatismo e peculiar a grupos extremistas.“Coisa de louco dirão outros”, e o Apóstolo Paulo, dirá que: a palavra da cruz é loucura, [para os que perecem] I Coríntios 1:1. Esta loucura, que Deus utiliza para salvar-nos: a loucura da pregação I Coríntios 1:21. Alguns, não entendem outros não querem entender. Para alguns o Evangelho, é simples demais. Para outros, complicado demais. Mas porque é importante saber o que é o evangelho? Por que o tipo de evangelho que você segue define o tipo de cristão que você é. Pensando nisto você pode ser um cristão: meia-boca, liberal, pecaminoso, e sem compromisso com a verdade. Porque segue um evangelho meia-boca, liberal, pecaminoso, e de meia-verdade. Ou pode ser um cristão de integro, que não negocia seus princípios bíblicos, que busca a santificação e tem compromisso com a verdade. Tudo depende do tipo de evangelho que você segue.
A palavra Evangelho, no original ευαγγελιον(euaggelion), significa: “ boas nova do reino de Deus que acontecerão em breve, e, subseqüentemente, também de Jesus, o Messias, o fundador deste reino. Depois da morte de Cristo, o termo inclui também a pregação de (sobre) Jesus Cristo que, tendo sofrido a morte na cruz para obter a salvação eterna para os homens no reino de Deus, mas que restaurado à vida e exaltado à direita de Deus no céu, dali voltará em majestade para consumar o reino de Deus” . Portanto, Evangelho é as boas novas da salvação através de Cristo. É a proclamação da graça de Deus manifesta e garantida em Cristo. É a narrativa dos ensinos, obras, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
O que não é o Evangelho.
a. O Evangelho não é privação dos prazeres: deixar de fazer isto ou aquilo.
b. O Evangelho não é um monte de regras: impossíveis de seguir.
c. O Evangelho não é apenas valores éticos: muito altos para alcançar.
d. O Evangelho não é fonte de enriquecimento: Alguns enxergam o Evangelho, como uma fonte de renda, e até o usam, como meio de obter lucro.
e. O Evangelho não é uma fachada: Não deve ser usado como máscara.
f. O Evangelho não é a priorização do ter em detrimento do ser: “Você precisa ter muito mais, em bens. Mais do que você já tem. Porque assim o povo vai olhar para você e desejar servir a Deus” Isto não é Evangelho. É uma falácia total.
g. O Evangelho não é prosperidade:Ë claro, que as Escrituras falam de prosperidade, mas esta é a ênfase do Evangelho? Se Deus existisse, só para nos dar casas, carros, emprego e muito dinheiro. Esse Deus seria muito pequeno. Seria um Deus, sem ideais nem propósito para com a humanidade. Deus é mais do que tudo isto. O Evangelho é mais do que prosperidade. Os que pregam prosperidade arrumam problemas, para si mesmos. Produzem consumidores de bênçãos e não crentes. Pessoas que só querem receber (mimadas), e o dia que você orar e elas, não receberem nada, ela vai para outra Igreja que tem uma melhor proposta para ela (lá tem a campanha de não-sei-o-que). E de lá, para a outra, e vai pulando de galho em galho. Porque este tipo de Evangelho, não se pauta em bases seguras. Não produz crentes firmes. Produz o tipo de crente, que entra na Igreja, com uma ideia fixa: Em que esta Igreja, vai me beneficiar? Quando a pergunta certa seria: Como posso ajudar esta igreja?
h. O Evangelho não é ausência de sofrimentos: O evangelho pregado hoje, o crente não pode ficar doente. Tem que ter dinheiro e não pode sofrer, porque se isto acontecer, há pecado ou a pessoa não tem fé. Ora, Deus não permite que o crente sofra? Então devemos rasgar o livro de Jó, da Bíblia Sagrada, pois Deus permitiu que ele sofresse. E Jô, era fiel e integro, diante de Deus. Deus também “corrige e açoita, aos seus filhos.” Hebreus12: 6. Será que isto não gera sofrimento? Seríamos hipócritas, se não admitíssemos isto.
i. Evangelho não é um festival de esquisitices: Alguns rituais têm sido acrescentados, ao Evangelho atualmente. Coisas esquisitas têm surgido como: pisar no sal, tocar em objetos, levar objetos para casa que vão purificar sua casa. Orações escritas reveladas por anjo, Ensinamentos deturpados, como pôr exemplo o uso da unção com óleo. Biblicamente a unção deve ser usada para: consagração ao ministério, para cura de enfermidades marcos 6.13, consagração de utensílios para a casa do Senhor. Há pessoas ungindo carros, móveis e materiais, coisas que serão usadas para uso próprio, e não para uso exclusivo da Casa do Senhor. De modo que, Biblicamente falando, é o uso inapropriado da unção com óleo.
Muitos têm pregado e vivido este tipo de evangelho que mencionamos. E isto não é Evangelho. O que é o Evangelho para nós? Esta pergunta é o ponto central do assunto. Definir o que é o verdadeiro Evangelho é primordial, para nossa vida cristã.
O que realmente é o Evangelho na pratica bíblica.
a. É o poder de Deus, para salvar Rm 1.16
b. É o meio para entrar no reino de Deus Mc 1.15
c. É a manifestação da Graça de Deus aos homens At20.24
d. É a manifestação da justiça de Deus Rm 1.17
e. É o meio de gerar filhos espirituais 1 Co 4.15
f. É o meio de salvação 1 Co15.1
g. É luz 2 Co4.4
h. É único 2 Co11.4; Gl 1.8
i. Coloca o homem em uma relação com Cristo Ef 1:12,13
j. Propicia que o crente seja selado com o Espirito Santo da promessa Ef 1.14.
k. Faz-nos participantes da promessa Ef 3.6
l. Comunica a esperança Col 1.5
m. É o chamamento de Deus 2 Ts 2.14
n. Traz a vida e a imortalidade 2 Tm 1.10
Evangelho produz arrependimento
O arrependimento é a primeira coisa que a pessoa experimenta, no processo de salvação: não há conversão sem arrependimento. Mas é também aquilo nos acompanha por toda nossa vida cristã: não há santificação sem arrependimento. Tanto Jesus, como João Batista, os apóstolos, Pedro, Paulo enfatizaram a importância do arrependimento. O próprio Jesus disse: “... Se, porém não se arrependerdes, todos igualmente perecereis” Lc 13:3. Portanto, o arrependimento é absolutamente necessário para a salvação do homem. E absolutamente necessário para a perseverança do homem no caminho da salvação.
Aspectos do arrependimento.
a. Intelecto: A palavra para arrependimento neste aspecto é Metanóia: Mudança no modo de pensar e sentir. Reforma. Dá o sentido de experimentar uma mudança na estrutura mental e emocional. Mudanças nos princípios e nas práticas, ou seja, uma verdadeira reforma (Mt3.8; At20.21; 2tm2.25; Lc15.7; Hb12.7). Portanto não é uma mudança esporádica. Não é a mudança de um pensamento, mas é a mudança estrutural, na base de onde nascem os pensamentos. Mudança no modo como a pessoa pensa.
b. Emoções:
· Ódio ao pecado (Sl 97:10). Deus odeia o pecado, e o pecador arrependido, uma vez que experimentou uma mudança de mente, também deve odiar o pecado.
· Tristeza por causa do pecado (2 Co 7:9). O cristão deve sentir pesar e tristeza por ter pecado. Lembrando que pecado é quebra de aliança. Algo que deve ser levado muito a sério. Porém, esta tristeza não é remorso. O remorso não é arrependimento, é apenas a tristeza por causa das consequências do pecado.
c. Vontade: O arrependimento requer uma tomada de atitude, quanto ao pecado e á vontade de Deus. Muito embora o arrependimento seja uma obra de Deus no homem, isto isenta o homem de estabelecer no seu coração uma firme resolução pessoal quanto ao pecado e a vontade de Deus para sua vida. Lc15.18-20; Mt21.29; 1Ts1.9)
Manifestação do arrependimento. O arrependimento é algo que ocorre no interior da pessoa, mas tem a sua expressão externa. Ele torna manifesto:
a. Confissão de pecado.
· A Deus. (Sl 32. 3-5; Sl 38.18; Lc18.13; 15.21) Todo pecado é contra Deus. Envolva você, ou o seu irmão ou a coletividade. Quando pecamos estamos contra a Sua natureza, Sua vontade, Sua autoridade, Sua lei, Sua justiça e sua bondade. O mal do pecado é oposição direta a Deus e o seu caráter santo. Portanto, o pecado deve ser confessado a Deus.
· Ao homem. Deve haver confissão também ao homem, uma vez que o nosso pecado afeta o nosso próximo e causa danos (Tg 5.16; Mt 5.23,24; Lc 19.8,9). Esta confissão deve ser feita de duas maneiras: se o erro, a ofensa foi publica, a confissão deve ser aberta e publica. Se foi particular: trata em particular. Se há algo a ser restituído, deve-se confessar e restituir o prejuízo. Um crente arrependido, busca de todos os meios para acertar-se com seu irmão e reparar o seu erro.
b. Abandono do pecado. Abandonar o pecado é uma manifestação de arrependimento. Mostra se uma pessoa, de fato é arrependida (Pv 28.13; Is55.7; Mt 3.8,10; 1 Ts 1.9; At 26.18).
Como ocorre o arrependimento? Deus utiliza-se de diversas meios para nos levar ao arrependimento:
· O ministério da Palavra (At 2.37,38, 41).
· A benignidade de Deus (Rm 2.4)
· Repreensão e castigo (Ap 3.19)
· Tristeza segundo Deus (2Co 7.8-11)
· Percepção da santidade de Deus ( Jó 42.5-6).
Os resultados do arrependimento.
· Alegria no céu Lc 17.7-10
· Perdão Is 55.7; Lc 24.47; Mc 1.4
· Recepção do Espírito Santo Atos 2.38
Evangelho deve ser compartilhado
É uma ordem. As seguintes expressões são usadas em relacão ao Evangelho, que mostram que ele deve ser compartilhado: (1) kerusso, pregá-lo como arauto (Mt 4.23; Gl 2.2); (2) laleo, falar (1 Ts 2.2); (3) diamarturomai, testificar, exaustivamente (Hab 20.24); (4) euangelizo, pregar (Hch 5.42; 1 Co 15.1,2; 2 Co 11.7; Gl 1.9,16); (5) katangelo, anunciar; (6) douleuo eis, servir; (7) sunathleo en, esforçar-se (Flp 4.3); (8) jierourgeo, ministrar (Ro 15.16); (9) pleroo, pregar plenamente (Ro 15.19); (10) sunkakopatheo, sofrer penalidades (2 Ti 1.8); (b) com respeito a sua recepção e outros aspectos: (1) decomai, receber (2 Co 11.4); jupakouo, dar ouvído e obedecer (Ro 10.16; 2 Ts 1.8); pisteuo en, crer (Mc 1.15).
Deve ser uma prática do dia a dia: (ide por todo mundo) Ao contrário que muitos pensam, o verbo Ide, não está no imperativo, mas o verbo pregai que é um imperativo. O que Jesus está dizendo “trocando em miúdos” é: “indo, pregai!”. Isto dá um sentido de continuidade e que a pregação do evangelho deve fazer parte do nosso dia a dia.